Obesidade
Obesidade

O que é?

A obesidade é uma condicão marcada pelo acumulacão excessiva de gordura corporal. Fatores genéticos estão muito envolvidos, porém hábitos – como a baixa frequência de atividades físicas e alguns distúrbios alimentares – também são importantes determinantes da obesidade.

 

A obesidade pode levar a graves doenças, incluindo distúrbios cardiovasculares, diabetes melito, vários tipos de câncer, colelitíase, fígado gorduroso e cirrose, osteoartrite, distúrbios reprodutivos em homens e mulheres, distúrbios psicológicos e morte prematura. Alguns pesquisadores identificam a obesidade como o segundo maior fator prevenível de morte, perdendo apenas para o tabagismo.

 

 O diagnóstico baseia-se no índice de massa corporal (calculado a partir de altura e peso) e na circunferência da cintura. A pressão arterial, a glicose sanguínea em jejum e os níveis de lipídios devem ser medidos. O tratamento inclui atividade física, mudanças na alimentação e no comportamento e, às vezes, drogas e cirurgia.

 

É muito mais fácil prevenir do que tratar a obesidade. Quando as pessoas têm aumento excessivo de peso, o corpo resiste à perda de peso. Por exemplo, quando as pessoas fazem regime ou reduzem a quantidade de calorias consumidas, o corpo compensa aumentando o apetite e reduzindo o número de calorias queimadas em repouso.

 

Dois distúrbios alimentares estão mais ligados com o desenvolvimento da obesidade: o distúrbio da compulsão alimentar, caracterizado pelo consumo de grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo, seguido de remorso; e a síndrome alimentar noturna, que envolve alimentação reduzida durante o dia, alto consumo de alimentos ou calorias à noite, e acordar para comer no meio da noite.

 

Como é o quadro clínico?

 

O que fazer?

Procurar um bom profissional da saúde garante uma orientação  qualificada para que o tratamento não envolva apenas o emagrecimento rápido, descontrolado e reversível, uma vez que após perda de peso, a maioria das pessoas retorna ao seu peso pré-tratamento em 5 anos. Assim, a obesidade requer um programa de controle similar ao que se costuma utilizar em distúrbios crônicos, que apenas um bom profissional da saúde pode receitar e fazer o devido acompanhamento.

 

O tratamento da obesidade envolve, dessa forma, uma série de medidas que visam trocar hábitos alimentares e cotidianos que propiciam o surgimento e a piora da condição, para outros que a tratam, com ou sem a intervenção cirúrgica e/ou medicamentosas.

 

As medidas são: o tratamento nutricional, o aumento da atividade física, a terapia comportamental, a administração de drogas (p. ex., sibutramina, orlistate) e a cirurgia bariátrica – lembrando que em todos os casos mudanças na nutrição, atividade física e terapia comportamental são recomendados, mas nem sempre a administração de drogas e a cirurgia bariátrica são viáveis.

 

Para que o tratamento seja eficiente a longo prazo, o tratamento nutricional deve ser acompanhado de uma reeducação nutricional e as mudanças de hábitos alimentares ruins para bons hábitos, devem ser mantidas mesmo após alcançados os resultados esperados.

 

Um padrão alimentar normal é importante. Os pacientes devem comer pequenas refeições e escolher cuidadosamente os lanches. Dietas com pouca gordura (particularmente pobres em gorduras saturadas), ricas em fibras com modesta restrição calórica (600 cal/dia) e substituição de carboidratos por algumas proteínas parecem ter melhores resultados a longo prazo. Carboidratos refinados e alimentos processados devem ser substituídos por frutas frescas, verduras e saladas. Água deve substituir refrigerantes ou sucos. O consumo de álcool deve se limitar a níveis moderados. Alimentos com baixo índice glicêmico e óleos de peixes marinhos ou gorduras monoinsaturadas derivadas de plantas (p. ex., azeite de oliva) reduzem o risco de distúrbios cardiovasculares e diabetes. Laticínios com baixo índice de gordura também fazem parte de uma dieta saudável. Os pacientes necessitam de quantidade adequada de vitamina D, preferivelmente obtida por meio de atividades físicas ao ar livre, à luz do sol.

 

Já a atividade física provém inúmeros benefícios que ajudam tanto diretamente, através da queima de calorias e aumento no gasto lipídico, quanto indiretamente, com a melhora no bem estar – que ajuda, por exemplo, na manutenção dos hábitos alimentares corretos através do ganho motivacional -, entre outros. Os benefícios da atividade física regular são: Aumentar o gasto de energia, a TMB e a termogênese induzida por dieta, regula melhor o apetite às necessidades calóricas, aumento da sensibilidade à insulina, melhora do perfil de lipídio plasmático, redução da pressão arterial, melhor atividade aeróbica, melhora do bem-estar psicológico, além de promover um aumento na massa muscular, que provém um maior gasto calórico quando o indivíduo está em repouso.

 

Tem como alvo melhorar os hábitos alimentares e o nível de atividade física. Dietas rígidas são desencorajadas em favor de dietas saudáveis. As medidas de senso comum incluem: Evitar salgadinhos com alto teor calórico, escolher alimentos saudáveis ao jantar fora, comer devagar, substituir um hobby fisicamente passivo por um ativo.

 

Apoio social, terapia cognitiva e controle do estresse podem ajudar, em especial nos lapsos normalmente vivenciados durante qualquer programa de perda de peso a longo prazo. O automonitoramento é útil e a manutenção de um diário alimentar é particularmente eficaz.

 

Lembrando que a ajuda de um bom profissional é de grande importância pois definir um programa de emagrecimento saudável, exige o conhecimento do tipo individual de cada organismo, já que uma pessoa pode responder bem a um certo tratamento e outra não. Portanto é tarefa do profissional definir a melhor maneira de tratar um indivíduo, tendo em vista suas particularidades físicas e psicológicas.

 

 

 

Fontes:

  1. http://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-nutricionais/obesidade-e-a-s%C3%ADndrome-metab%C3%B3lica/obesidade
  2. http://www.apa.org/topics/obesity/index.aspx
  3. https://www.psychiatry.org/patients-families/eating-disorders/expert-q-and-a