INSÔNIA

O que é?

 

Os distúrbios do sono envolvem problemas com a qualidade, o tempo e a quantidade de sono, que causam problemas para o funcionamento do corpo e a angústia durante o dia. Existem vários tipos diferentes de distúrbios do sono, dos quais a insônia é a mais comum.

 

A insônia é a dificuldade em adormecer ou acordar, despertar precoce ou uma sensação de sono não reparador.

 

As dificuldades do sono estão ligadas a problemas físicos e emocionais. Os problemas do sono podem contribuir ou agravar as condições de saúde mental e ser um sintoma de outras condições de saúde mental.

 

Na atenção primária, 10% a 20% das pessoas se queixam de problemas significativos de sono. Cerca de um terço dos adultos relatam sintomas de insônia e 6% a 10% se enquadram nos critérios para distúrbios da insônia.

 

O sono é um período essencial para a reparação do corpo. Vários mecanismos estão envolvidos na geração do sono, desde hormônios (como a melatonina) até neurotransmissores como por exemplo a serotonina. É por isso que em várias condições psiquiátricas, ocorrem distúrbios do sono.  A depressão, por exemplo, está relacionada com a serotonina e a maioria dos medicamentos utilizados para tratá-la são inibidores da recaptação da serotonina. Aproximadamente 80% dos pacientes com depressão maior relatam esse sintoma.

 

Há várias causas possíveis para a ocorrência de insônia. Elas envolvem desde problemas psicológicos, biológicos, a problemas de saúde mental. Além disso, medicamentos e algumas drogas podem causar insônia. Alguns comportamentos também podem causar insônia, como por exemplo consumir alimentos com cafeína pouco tempo antes de dormir, praticar exercícios físicos tarde da noite.

 

Os problemas do sono podem ocorrer em qualquer idade, mas geralmente começam na idade adulta jovem. O tipo de problemas de insônia varia com a idade. Problemas para dormir são mais comuns entre os jovens adultos. Problemas em permanecer dormindo são mais comuns entre pessoas de meia-idade e adultos mais velhos.

 

Como é o quadro clínico?

Os sintomas de insônia podem ser:

 

  • Episódicos (com um episódio de sintomas que duram de um a três meses)
  • Persistentes (com sintomas que duram três meses ou mais)
  • Recorrentes (com dois ou mais episódios dentro de um ano)

São eles:

  • Dificuldades para dormir
  • Acordar cedo e não conseguir mais dormir

 

Como consequência, a insônia pode ocasionar outros sintomas, que são decorrentes da falta da quantidade adequada de horas de sono, como sonolência diurna, dor de cabeça, irritabilidade, ganho de peso, falta de concentração, entre outros. Estudos cada vez mais demonstram uma relação entre a privação de sono e piora de doenças mentais, como por exemplo a depressão.

 

Para ser diagnosticado com transtorno de insônia, as dificuldades do sono devem ocorrer pelo menos três noites por semana durante pelo menos três meses e causar sofrimento ou problemas significativos no trabalho, na escola ou em outras atividades.

 

O que fazer?

 

Geralmente é diagnosticável pela própria pessoa. O importante é procurar um profissional que saiba, mais do que diagnosticar corretamente, prover um tratamento adequado. Isso porque o tratamento está diretamente relacionado com a causa da insônia. Se ela for psicológica, por exemplo, não conseguir dormir por muitas preocupações da vida pessoal, não vale simplesmente receitar um medicamento para amenizar os sintomas. É importante buscar atenuar o estresse e o sofrimento e o sono virá como consequência. Já se a causa for biológica, é importante investigar para prescrever a melhor medicação para aquele paciente.

 

A insônia crônica é tipicamente tratada com uma combinação de medicações para dormir e terapias comportamentais, como terapia cognitivo-comportamental. Vários tipos de medicamentos podem ser usados para tratar a insônia. A maioria deles pode se tornar um hábito e deve ser usada apenas por curtos períodos, sob os cuidados de um médico. Alguns antidepressivos também são usados para tratar a insônia. A maioria dos remédios para dormir vendidos sem receita médica contêm anti-histamínicos, que são comumente usados para tratar alergias. Eles não são viciantes, mas podem se tornar menos eficazes com o tempo.

 

 

Fontes:

  1. https://www.psychiatry.org/patients-families/sleep-disorders/what-are-sleep-disorders

2.https://www.msdmanuals.com/professional/neurologic-disorders/sleep-and-wakefulness-disorders/insomnia-and-excessive-daytime-sleepiness-eds

  1. https://www.gstatic.com/healthricherkp/pdf/insomnia_pt_BR.pdf